Direitos do Idoso

01/10/2018

Palestra celebra 15 anos do Estatuto do Idoso

Para dialogar sobre a qualidade de vida para a população idosa, a Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social promoveu nesta segunda-feira (01) uma webconferência sobre envelhecimento saudável. O evento, voltado para conselheiros de direitos, servidores públicos e interessados no tema, foi transmitido de Curitiba para os 22 escritórios regionais da secretaria.

Segundo o médico geriatra Marcos Cabrera, palestrante do evento, as demandas que o público idoso requer são dinâmicas e variam conforme as mudanças culturais que acontecem na população.

“Quando começamos com o Estatuto do Idoso, 15 anos atrás, falávamos em olhar para o idoso de maneira diferente da qual olhávamos para o adulto. Hoje, estamos ampliando para horizontes diferentes. Como está o mercado para a pessoa idosa? Como estão as relações psicoafetivas? As demandas vão aumentando cada vez mais”, analisa o médico.

Para ele, a troca de experiências e o relacionamento intergeracional são fundamentais para a inserção do idoso na sociedade. Pessoas mais velhas trabalhando como professores e contratação de funcionários idosos são alguns dos exemplos apontados pelo médico como forma de inserir a pessoa idosa.

“Quando falamos em inserir o idoso, não queremos dar uma forcinha. Queremos entender que ali tem um potencial que pode ser utilizado. Nesse sentido, as políticas públicas para o idoso tentam mostrar as características, os valores e o potencial que a sociedade ganha quando faz isso: torna-se mais justa e mais fluída”, diz Cabrera.

AVANÇOS – Em 2014, o Paraná lançou o Plano Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, que direciona as políticas públicas de acordo com o Estatuto do Idoso e assim deu um passo importante para garantir os direitos de quem tem mais 60 anos.

Segundo a coordenadora estadual da política da pessoa idosa, Fabiana Longhi, o estatuto representa um avanço para as mudanças que a sociedade tem passado.

“Compreender essas transformações é pressuposto para o sucesso de qualquer política pública, principalmente quando esta se destina a um segmento que tem prioridade legal. Por isso, a mudança desse cenário exige que a sociedade brasileira debruce maior atenção ao processo natural da evolução humana, que é o envelhecimento”, destaca.

A coordenadora lembra ainda que a Secretaria da Família tem trabalhado para fortalecer a política da pessoa idosa no Paraná. Desde 2014, foram criados 364 conselhos, 268 fundos e 224 planos municipais da pessoa idosa.

Além disso, a Secretaria da Família fortaleceu a rede socioassistencial - que também atende a este público. Foram destinados recursos para o atendimento a pessoas idosas em situação de risco e vulnerabilidade social, aplicados em benefícios como o Luz Fraterna, o Renda Família Paranaense, serviços de saúde e acolhimento institucional.

Pela primeira vez o Paraná deliberou R$ 11 milhões para a implantação de projetos à população idosa em áreas como assistência social, saúde, educação, trabalho, cultura, esporte e lazer e comunicação profissional.

ATIVIDADE – Outro convidado do evento foi o curitibano Henrique Schmidlin, 88 anos, conhecido como Vitamina. Ele é advogado, ambientalista, historiador e, nessa fase da vida, ainda pratica esportes radicais, como paraquedismo, montanhismo e vela, dentre outros. “Temos que ser otimistas e acreditar em nós mesmos. E também não podemos parar, porque parado você envelhece mais rápido. Eu não paro nunca”, recomenda.

De descendência suíça e alemã, recebeu uma educação que priorizou o respeito à natureza. Isso fez com que, durante toda a vida, procurasse praticar esportes e esteve envolvido com atividades ao ar livre, por exemplo. A receita, segundo o atleta curitibano, é não deixar a preguiça vencer.

“Tome iniciativa, nem que seja para dar uma volta na quadra e visitar amigos. Se não tiver mais amigos, visite os jovens, mas sem dar conselhos, porque aprendemos muito com eles. Eu aprendo muito com eles e prefiro ouvi-los”, diz.

A coordenadora da divisão de atenção à saúde do idoso, da Secretaria de Estado da Saúde, Adriane Miró, destacou que a convivência com familiares e amigos, associada à prática de exercícios físicos e a uma alimentação saudável, são importantes para o envelhecimento com qualidade.

“Respeitando as recomendações médicas, cada idoso pode fazer um tipo de atividade adequada, procurando manter a sua mobilidade. O capital social também é muito importante, pois as relações que construímos são levadas para a vida”, salienta.

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